Caros WuBookers, como qualquer setor, o turismo está sujeito a modas e tendências, algumas mais passageiras do que outras. Quem trabalha nesta área deve, por isso, manter-se o mais atualizado possível para tentar identificá-las e aplicá-las às suas próprias propriedades. Nem sempre é uma tarefa fácil no meio de tantas coisas a fazer. Por essa razão, decidimos facilitar-lhe a vida reunindo neste artigo as 5 principais novas tendências para alojamentos de férias em 2026.
1. Autenticidade, personalização e flexibilidade: as palavras-chave para 2026
Este ano continua uma tendência com a qual já estamos familiarizados: a procura constante por autenticidade. Os viajantes já não se satisfazem com viagens padronizadas e comuns, mas querem viver experiências “reais”, que os coloquem em contacto com as tradições locais e com as belezas menos conhecidas do destino que visitam. Por isso, cada vez mais pessoas optam por ficar em casas de férias ou alojamentos não hoteleiros, que lhes dão a sensação de se integrarem verdadeiramente no ambiente local.
Para que isto funcione, deve também ser acompanhado por uma boa dose de personalização, outro conceito fundamental (também) para 2026. O que significa isto? Significa que as expectativas dos hóspedes cresceram em relação a alguns anos atrás e já não é suficiente oferecer os mesmos pacotes e serviços para todos. Pelo contrário, a viagem deve responder perfeitamente às preferências e atitudes pessoais, sendo específica e adaptada a cada hóspede, começando pelo alojamento e pelas suas comodidades.
A isto junta-se outro aspeto importante: a procura por flexibilidade, especialmente no que diz respeito a prazos e condições de compra. Torna-se, portanto, importante incentivar reservas de última hora, com tarifas dinâmicas que se adaptem rapidamente à procura e acompanhem esta tendência.
2. Privacidade e sustentabilidade em primeiro lugar
Ouvimos falar cada vez mais de slow tourism e turismo regenerativo como alternativas válidas às férias tradicionais. Ambas as opções oferecem aos viajantes não só relaxamento, mas também oportunidades de descoberta profunda das comunidades, das paisagens e das características únicas de um lugar, longe das multidões e dos destinos mais populares.
Assim, além da autenticidade, surge também a procura por privacidade e destinos fora dos roteiros mais comuns, onde é possível desfrutar de descanso e lazer em total tranquilidade. Desta forma, destinos alternativos, pequenas aldeias e locais preservados tornam-se cada vez mais atrativos, aumentando também o interesse por turismo rural e alojamentos em meio rural.
Ao mesmo tempo, cresce a procura por sustentabilidade, tanto nas experiências de viagem como nas próprias propriedades. Tal como os hotéis, as casas de férias e os B&B podem trabalhar para obter certificações ecológicas no setor. Isso representa uma prova concreta do compromisso com a proteção do ambiente e tranquiliza hóspedes sensíveis a esta questão.

3. Alojamentos cada vez mais automatizados e processos inteligentes
No seu relatório anual de previsões de viagem (Travel Predictions), a Booking.com chamou a esta tendência “Humanoid Homes”, uma definição bastante adequada. Segundo a OTA, alojamentos altamente tecnológicos são um forte atrativo para os viajantes, seja pela conveniência, seja pela curiosidade.
Robôs dedicados à limpeza e à cozinha, casas inteligentes com controlos e sistemas automatizados: estas soluções são apreciadas precisamente pela sua originalidade e pelo toque quase “de ficção científica” que conferem ao alojamento.
Por outro lado, a tecnologia está cada vez mais presente nos hábitos de viagem, também nos processos de compra e reserva. A inteligência artificial já é uma companheira de confiança para muitos na organização de itinerários. No entanto, os hóspedes esperam a mesma qualidade e eficiência quando fazem reservas e acedem ao alojamento. Assim, tudo — desde o self check-in ao check-out, passando pelos pedidos em restaurantes — deve ser o mais digitalizado e simples possível.

4. Nómadas digitais: um público promissor
O site travelinglifestyle.net estima que existam pelo menos 1,2 milhões de nómadas digitais na Europa (dados de 2023), ou seja, pessoas que trabalham remotamente fora de casa.
Este é um público potencialmente muito lucrativo para gestores de propriedades e alojamentos de férias. Estes profissionais raramente ficam em hotéis e preferem soluções compatíveis com o seu estilo de vida, mais semelhante ao de residentes temporários do que ao de turistas tradicionais.
Por isso, é importante equipar apartamentos e casas de férias com tudo o que é necessário para o chamado smart working, como:
- postos de trabalho confortáveis
- ligação à internet rápida
- áreas de coworking
- espaços de socialização entre hóspedes
- eventos que promovam o contacto com a comunidade local
Atrair este público de forma consistente significa aumentar a taxa de ocupação, prolongar a duração das estadias (normalmente de várias semanas) e reduzir a sazonalidade das reservas, melhorando assim a rentabilidade da propriedade
5. A decoração: uma tendência chave para alojamentos de férias

No que diz respeito às comodidades, sabemos que a decoração e o mobiliário estão longe de ser um detalhe nas escolhas dos hóspedes — e no caso de casas e apartamentos isso é ainda mais evidente.
Já falámos da importância do home staging para oferecer alojamentos agradáveis tanto visualmente como no conforto do dia a dia. Ainda assim, é aconselhável inspirar-se nas tendências atuais de design de interiores, que valorizam:
Minimalismo
Com poucos elementos, mas bem escolhidos, este estilo destaca o design e a funcionalidade, interpretando os espaços de forma contemporânea (atenção apenas para não criar um ambiente demasiado frio).
Rusticidade
Com um caráter completamente diferente, este estilo aposta em materiais e mobiliário típicos das casas de campo. Madeira, pedra e elementos naturais criam um ambiente acolhedor, desde que usados com equilíbrio — caso contrário, pode parecer a “casa da avó”.
Estilo boémio
A meio caminho entre o vintage e o moderno, combina objetos do dia a dia com peças únicas para dar um toque original às casas. Muito comum em hotéis boutique, exige cuidado para evitar combinações pouco harmoniosas.
Estilo Hygge e nórdico
Simples, linear e extremamente acolhedor, baseia-se em materiais naturais como madeira, lã e pedra, com cores neutras que criam casas confortáveis, perfeitas para relaxar e reduzir o stress do mundo exterior.
Estas são algumas das principais tendências a acompanhar por quem gere alojamentos de férias em 2026. É impossível seguir todas, mas conhecê-las ajuda a interpretar melhor o mercado e a orientar de forma mais eficaz a sua estratégia de vendas e posicionamento.